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Segurança no Transporte Rodoviário: Muito além de evitar multas (Resolução 945)

Com o início do escoamento da safra e o aumento do fluxo de caminhões nas estradas brasileiras, um tema volta com força total: a segurança na amarração de cargas. Embora muitos transportadores se preocupem primeiramente com as multas aplicadas pela fiscalização, o objetivo central das normas (como a Resolução 945/22 do CONTRAN) é a preservação da vida.

Na Acro Cabos, atuamos desde 1999 fornecendo soluções completas para amarração, e sabemos que um conjunto de amarração de qualidade aliado à técnica são os únicos freios entre a sua carga e um acidente fatal em uma curva ou frenagem brusca.

Neste artigo, vamos explorar tecnicamente por que o “jeitinho” com cordas ficou no passado e como garantir que sua carga chegue ao destino sem deslocamentos perigosos.

Os riscos da amarração com cordas (e por que foram proibidas)

Por décadas, a corda foi o principal acessório de fixação nas estradas. No entanto, a Resolução 945/22 do CONTRAN proibiu o uso de cordas como elemento principal de amarração de carga. Mas você sabe o motivo técnico dessa decisão?

Cordas, mesmo as de boa qualidade, possuem alta elasticidade e baixa resistência à tração se comparadas às cintas de poliéster ou correntes. Além disso, a segurança da amarração dependia inteiramente da habilidade do motorista em fazer nós.

  • O problema do nó: Um nó reduz drasticamente a carga de ruptura da corda e, com a vibração da estrada, tende a se soltar ou ceder.
  • Falta de padronização: Diferente das cintas normatizadas, é difícil certificar visualmente a capacidade de carga de uma corda usada.
  • Rastreabilidade: em cordas não temos a identificação do fabricante, a capacidade de carga, fator de segurança e todos os demais parâmetros exigidos pela norma técnica ABNT NBR 15.883-1.

Hoje, as cordas (como as de poliamida ou polipropileno) são permitidas apenas para fixação da lona de cobertura, jamais para segurar o peso da mercadoria.

Cintas e Catracas: garantindo a tensão correta durante a viagem

Para substituir a instabilidade das cordas, o mercado adotou os Conjuntos de Amarração com Catraca. A grande vantagem técnica desse sistema é a capacidade de gerar e manter a pré-tensão necessária.

Durante o trajeto, é natural que a carga se “acomode” devido à trepidação e ao alongamento das fibras têxteis. Com cordas, o reaperto é difícil e impreciso. Já com o uso de catracas, o motorista consegue aplicar a força exata para reestabilizar a carga de forma rápida e segura.

A Acro fornece conjuntos de amarração completos, compostos por cinta, catraca e terminais (como ganchos J, ganchos giratórios ou ganchos garra), projetados especificamente para garantir que a carga permaneça imóvel, independentemente das condições da pista e devidamente acoplada aos pontos de ancoragem na carga e na carroceria.

Fator de Segurança 2:1 na amarração: o que significa?

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Diferente das cintas de elevação (que possuem fator 7:1 ou 5:1), as cintas de amarração são fabricadas com Fator de Segurança 2:1, conforme a norma NBR 15883-2.

Mas o que isso significa na prática? Significa que o conjunto é projetado para romper apenas quando submetido a uma força duas vezes maior que a sua Carga de Trabalho (CMT).

  • Exemplo: Um conjunto de 50mm com capacidade de trabalho de 2.500 kgf só deve romper com uma força aplicada de 5.000 kgf.

Essa “reserva” de resistência é vital. Em uma frenagem de emergência, a inércia projeta a carga para frente, multiplicando o peso que a cinta precisa suportar instantaneamente. O fator de segurança existe para absorver esses picos de força sem que a cinta estoure.

Proteção das cintas contra cantos vivos

Um dos maiores inimigos da segurança de amarração de cargas não é o peso, mas a geometria da carga. Chapas de aço, blocos de pedra, maquinário agrícola e até pallets de madeira possuem “cantos vivos” que funcionam como facas.

Sob a tensão da catraca e a vibração do caminhão, uma cinta em contato direto com uma aresta cortante pode ser decepada em poucos quilômetros.

Para evitar isso, é obrigatório o uso de proteções. A Acro oferece diversas soluções para aumentar a vida útil da cinta e garantir a segurança:

  • Luvas de Proteção: Podem ser corrediças ou travadas, feitas de poliéster ou couro.
  • Poliuretano: Ideal para alta abrasão e resistência a cortes.
  • Cantoneiras: Distribuem a pressão da cinta sobre a carga, evitando danos tanto na cinta quanto na mercadoria.

Viaje com a segurança da Acro

Não coloque sua carga e a vida de terceiros em risco. Utilize conjuntos de amarração certificados e inspecione seus equipamentos antes de cada viagem.

A Acro Cabos possui uma linha completa de cintas de amarração, catracas e acessórios em conformidade com as normas técnicas da ABNT e resoluções do CONTRAN.

Precisa renovar seus kits de amarração para a safra? Fale com nossa equipe comercial:

  • Whatsapp: (11) 3299.5400

E-mail: acrocabo@acrocabo.com.br

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